Natural de Santarém-Pa, graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Pr em 1993, tendo estagiado integralmente, no escritório do arquiteto Luiz Forte Netto.

Em 1993, ainda estudante, participou da SEGUNDA BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO, integrando o grupo formado para representar a universidade, com o trabalho PARADOXO DOS VAZIOS URBANOS.

Em 1995, fundou o grupo SINNBILD (1995/2005), onde desenvolveu diversos trabalhos de arquitetura, urbanismo e design, de forma experimental, sendo a maior parte destes para exposições e concursos, dentre os quais para o Concurso Nacional de Propostas para valorização da AVENIDA PAULISTA - SP - 1996 , Concurso Internacional de Shinkenchiku – COMPLEXO COM PRAÇA,TEATRO E BIBLIOTECA – Tóquio – Japão e Concurso Nacional para o MEMORIAL DOS 500 ANOS DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL – S. J. dos Pinhais – PR, neste tendo recebido menção honrosa. Também participou, como convidado, das exposições PRÓXIMA CIDADE – NOVAS VISÕES DE ARQUITETURA E URBANISMO PARA CURITIBA, no MAC PR com o trabalho MARCO ZERO em 1997 ; PRIMEIRA ARESTA, tema DAS RUÍNAS DA URBE MODERNA com o trabalho A LAVANDERIA, por ocasião do primeiro congresso de arquitetura e cultura contemporânea no MUSEU DE ARTE DA PUC-PR em 1998;

A partir de Agosto de 2005 passou a atuar individualmente. Desta nova fase é a concepção do projeto para reestruturação do espaço de acesso a cidade de Morretes - PR, incluindo o novo desenho para a PRAÇA OLYMPIO TROMBINI, a criação do MEMORIAL DOS ARTISTAS e O PORTAL DA CIDADE.

Em Abril de 2009 teve uma participação na exposição PROPOSTA AO PREFEITO II, do artista americano BRANDON LA BELLE, convidado pelo YBAKATU ESPAÇO DE ARTES, em Curitiba.

Mario Sampaio

Gôra na Arquitetura

Gôra News

A política da Gôra sempre foi expandir suas referências para outras modalidades como artes, arquitetura e design. Mais que nunca este esforço vem dando resultados.

Nossa mais recente colaboração foi com o arquiteto Mário Sampaio, que acaba de terminar um projeto de apartamento muito bacana e escolheu nossas roupas para ilustrar as fotos do local.

Sua idéia era humanizar a produção fotográfica do projeto – já que as fotografias de arquitetura costumam ser criticadas por sua frieza. Alem disso, Mário também é adepto da mescla entre diferentes áreas."A arquitetura é a roupa em grande escala, que protege, embeleza e dá dignidade bem como expressa um pensamento. Meu objetivo foi produzir um trabalho com a colaboração da Nicolle e do Thiago Autrann, onde moda, design, arquitetura e fotografia fossem vistos em unicidade", destacou ele.

Gôra News

Créditos:
Modelos: Juliana Johnson e Albert Nane
Fotos e desenho gráfico: Thiago Autran
Juliana Johnson veste GÔRA

USEGÔRA

Artesian News

O arquiteto curitibano Mário Sampaio conta sobre seu audacioso plano de revitalização de uma praça na cidade histórica de Morretes, fala de sua identificação com os clássicos do design, e muito mais.

N.008 - 25/OUT/2008
http://www.artesian.com.br/noticias_arq16.htm

Artesian: Já na faculdade você participou de exposições importantes, como isso contribuiu para seu trabalho?

MS: Tudo faz parte, como em qualquer carreira, de um processo de sedimentação. A base tem que ser bem formada, porque é a sustentação de tudo. Foi o início de um interessante processo, o da minha formação como profissional e cidadão.

Artesian: Qual o projeto que você considera um dos mais especiais em sua carreira?

Gosto bastante do projeto que fiz para a pequena praça Olympio Trombini, situada em Morretes, cidade histórica do litoral paranaense. Quando o prefeito me fez o convite, me apresentou um cenário insólito: uma praça degradada e um contexto urbano problemático, causado pela via de tráfego que liga ao Porto de Paranaguá. Além de dar solução ao problema mais imediato, o de tráfego, mergulhei numa intensa pesquisa sobre a cidade. Acabei me apaixonando quando me dei conta de sua linda história. Morretes é mãe de grandes artistas conhecidos nacionalmente, como Theodoro de Bona, Lange, João Turim, e do famoso historiador Rocha Pombo. No entanto, hoje ninguém se dá conta disso. A maioria das pessoas conhece a cidade apenas pela sua comida típica, o saboroso barreado. Assim, ficou claro para mim que o resgate desta memória era fundamental. Sugeri então a criação de um memorial aos artistas no terreno lindeiro, integrando-o com o espaço da praça e uma capela ecumênica, sob a qual , haveria um espelho d'água com seixos e pedras grandes, representando o rio Nhundiaquara, que é um dos cartões postais do local. Sem muitos recursos, propus um projeto que costumo chamar de arquitetura Franciscana: uma grande esplanada de concreto - mantendo a vegetação existente- o memorial, a capela e mais nada. O prefeito gostou, mas a obra acabou não se concretizando, por falta de recursos. Eu diria que foi um sonho feliz.

Morretes

Artesian: Onde você busca as inspirações para os seus trabalhos?

MS: É muito subjetivo, mas posso dizer que agora vivo um momento de introspecção. Nesta viagem que estou fazendo para dentro de mim mesmo busco os valores da minha formação como individuo e toda a influência que tive do ofício de meu pai. Para alguns trabalhos a inspiração pode estar no fundo deste lúdico baú, em um desses momentos da minha história.

Artesian: Como você definiria seus projetos? Algum estilo ou diferencial em especial?

MS: Me preocupo muito com o conteúdo, com a conceituação do tema. Acho que a arquitetura deve denotar uma consciência no momento da abordagem. Mas cada profissional tem seu método e é dessa diversidade que nasce a riqueza das cidades. Da confluência dos pensamentos.

Artesian: A Artesian está muito presente em seus trabalhos. Você se identifica com esse conceito de clássicos do design?

MS: Sim. Sempre que penso na composição do espaço - e arquitetura também é espaço - procuro utilizar um mobiliário coerente, que se encaixe no contexto. É neste momento que entra a Artesian e seus clássicos. Considero sorte termos uma industria com essa qualidade. Falo isso com propriedade, porque tive oportunidade de conhecer suas instalações e o mentor de toda essa obra fantástica, que é o seu Dorival Hadas, o fundador da Artesian.

Artesian: Para você arquitetura é...

MS: A transformação do lugar comum em inusitado.